Vandalismo ataca em todo o concelho
Escrito por Iolanda Nunes   
05-Fev-2009

Mira de Aire, Porto de Mós e Juncal com mais casos

No concelho tem havido um acréscimo de actos de vandalismo nos últimos meses.
Mira de Aire, Porto de Mós e Juncal são os locais mais visitados por grupos, na maioria jovens, que destroem o mobiliário urbano e muitas vezes agem com violência. Os candeeiros públicos e os caixotes do lixo são o principal alvo.
Em Mira de Aire o cenário agrava-se com diversas ocorrências. Recentemente, os vidros da cantina da antiga fábrica Tapetes Vitória, foram todos partidos, provocando o perigo para quem passa no passeio e corre o risco de cair. A população queixa-se também, que inúmeras vezes há indivíduos que percorrem as ruas de madrugada e tocam às campainhas das residências, incomodando os moradores. O Largo da Igreja é o local mais frequentado para brincadeiras de mau gosto, onde já foi encontrado papel higiénico enrolado no varão das escadas, laranjas atiradas à imagem de Nossa Senhora do Amparo, candeeiros partidos, flores arrancadas, entre outras coisas. No mesmo local, no Natal as imagens do presépio ficaram sem nariz.
Na vila de Porto de Mós, são também visíveis vários cenários de destruição. No anfiteatro do morro de Santo António, todos os candeeiros foram partidos e as casas de banho públicas aí existentes já foram vandalizadas inúmeras vezes. No jardim municipal, as queixas predominam. Segundo funcionários da câmara, as janelas das casas de banho públicas, junto ao parque infantil foram todas partidas à pedrada.
No chamado Jardim dos Patos, recentemente ficou registada a destruição do mural dos 700 anos de foral, que noticiámos na edição anterior. Segundo funcionários da autarquia, o lago dos patos”, que está sem água, serve, por vezes, de abrigo a toxicodependentes e para actos sexuais, encontrando-se, aí, com frequência, preservativos usados. Uma casa que se encontra desabitada junto à ponte do rio Lena, mesmo à entrada da vila, foi recentemente vandalizada. Para além do imenso lixo no pátio, que é visível do passeio por quem passa a pé, estão bem à vista as portas e janelas arrombadas.
No Juncal, também se registam inúmeros casos. Muitas vezes as instalações de rega existentes na área agrícola, ficam destruídas devido aos furtos. As placas que sinalizam as localidades, são várias vezes destruídas, desde arrancadas, viradas ao contrário ou escritas com graffiti.
Nas escolas, os portões e as campainhas, são quase sempre destruídas. Na pré-primária, o parque infantil é constantemente alvo de destruição, ali partem as escadas dos escorregas, as correntes dos baloiços e as janelas também são frequentemente partidas. Recentemente, junto à escola primária, juntaram os ecopontos e os caixotes do lixo e lançaram o fogo.
No Largo César Faria Tomás, os cabos dos candeeiros foram já diversas vezes cortados e os casquilhos desapertados. Mais à frente no Largo da Igreja, nas casas de banho públicas ali existentes, arrancam torneiras, e outro tipo de material.
Na Corredoura o Carnaval também parece que começa mais cedo, há quem se queixe que as plantas à porta de casa são arrancadas e as carroças e burros são retirados de dentro das propriedades e colocados noutros locais. 
Na Mendiga os postes não são destruídos, mas as lâmpadas são furtadas dos “pimenteiros”. O presidente da Junta de Freguesia, Arlindo Ferreira, adiantou que este caso já vem acontecendo há cerca de dois anos. Por aquela freguesia, os caixotes do lixo do parque que foi construído recentemente foram danificados.
Em Arrimal, na madrugada da passada segunda-feira, a porta de uma arrecadação da igreja foi arrombada. Também, por lá se registam alguns casos, mas segundo o presidente da Junta de Freguesia, são mais frequentes quando há bailes. As placas que identificam as localidades também são sempre danificadas.
Em Alcaria há cerca de um mês, arrombaram a porta da Junta de Freguesia, mas nada levaram. 
A mesma sorte não teve a Junta de Freguesia de Serro Ventoso, onde os intrusos entraram só para destruir. Partiram os teclados dos computadores, sofás, entre outras coisas. Uma garrafa de bebida ainda serviu para matar a sede. O caso está a ser investigado pela Policia Judiciária.

 

 
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