Entrada O Portomosense Cultura “É urgente descentralizar a arte”
“É urgente descentralizar a arte”
Escrito por Luísa Patrício   
06-Fev-2009

Miguel Dias passou por Leiria com “Os Produtores”

Os musicais são a sua “casa”. Juntamente com um elenco de luxo, o actor Miguel Dias pisou o palco do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, entre os dias 29 de Janeiro a 1 de Fevereiro. O musical tem enchido as salas do país e Leiria não foi excepção. Miguel Dias falou ao nosso jornal sobre este desafio.

O Portomosense: É mais um musical que estreia em Portugal com a sua participação. É o género de que mais gosta?
Miguel Dias: Sem dúvida. Sinto-me em casa quando faço musicais. Consigo adaptar-me muito bem a este estilo e é, também, no género em que tenho mais experiência.

Miguel Dias é Max Bialystock neste musical. Hesitou em agarrar o papel?
De todo. Não, foi uma agradável surpresa. Vi este musical há três anos na Broadway, em Nova Iorque, e, quando o vi, fiquei logo apaixonado. O sonho tornou-se realidade e fiquei muito satisfeito quando me chamaram para integrar o elenco.

P: O público tem-se mostrado receptivo a este trabalho?
MD: Muito... É uma grande comédia musical da autoria de Mel Brooks. Conta a história de um técnico de contas que se lembra de montar um espectáculo cheio de fracassos, porque pensa que será dessa forma que vai ganhar muito mais dinheiro. É muito divertido e está a ser um grande sucesso. Em seis espectáculos, tivemos mais de 8.500 pessoas a ver-nos.

P: Este musical vai correr muitas cidades. A aposta passa por descentralizar este tipo de espectáculos?
MD: É urgente descentralizar a arte. Cidades como Leiria devem conhecer estas grandes produções. Há muitas pessoas que, se quiserem ver certos espectáculos, têm de ir a Lisboa. Para além disso, o decréscimo da revista à portuguesa, permitiu que os musicais conseguissem captar a atenção..

P: Os próprios actores devem divertir-se imenso a fazer este espectáculo...
MD: Não duvide disso (risos)... E essa diversão ajuda a criar um espectáculo ainda melhor, porque é feito com paixão. Há já quatro meses que estamos juntos e esta é como se fosse a minha segunda família. É uma equipa muito grande, mas entendemo-nos muito bem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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