Opinião
… E A BICICLETA ?
Escrito por J.Conteiro   
19-Fev-2009

Há algumas semanas, a deputada municipal Maria Antonieta Mariano ( CDS ) referia aqui que a era do alcatrão já estava ultrapassada e realçava a necessidade de intervenção no ambiente, por parte da autarquia. Nesse aspecto destacou que, com condições e em certos casos, os munícipes poderão utilizar meios de transporte alternativos ao seu próprio carro. Comungo da mesma opinião e acrescento o seguinte:
No país é frequente vermos as ruas das nossas cidades, vilas, aldeias e lugarejos atravancadas de carros atrapalhando a circulação e conspurcando o ambiente. É assim em torno dos bares à hora da bica, das casas de comércio, de escolas, de festas populares, etc etc… É verdade que por vezes os estabelecimetos se localizam onde seria menos aconselhável mas impõe-se também uma mudança de hábitos, atitude para a qual se exige a criação de condições objectivas por parte de quem de direito.
 Por toda a Europa, vemos milhares de cidadãos deslocando-se em bicicletas, umas vezes por prazer outras por necessidade de transporte. Frequentemente a bicicleta tem uma cesta para transporte de pequenos volumes. Um ministro holandês vai mesmo de bicicleta às reuniões com a rainha Beatriz. Por cá desabituámo-nos disso porque a intensidade de tráfego e a falta de pistas próprias, tornou muito perigosa essa maneira de circular.
É tempo dos responsáveis, locais e naciomais, criarem passeios para os peões, mas também pistas para ciclistas que em muitos casos até não será difícil nem caro. Basta prolongar o asfalto até à valeta, e delimitar a faixa de rodagem e a pista com um simpels traço contínuo.
Por vezes o pouco que se faz é mais dispendioso e contraproducente, já que os desníveis artificiais e a calçada à portuguesa dificultam a circulação dos ciclistas. Estes até podem ser adolescentes ao encontro de amigos, de familiares ou a caminho da escola.
Sabemos que é difícil fazer circular em harmonia peões, ciclistas e veículos motorizados, e sabemos também que o nosso código da estrada trata o ciclista como cidadão de 2ª. Sabemos ainda que é impossível uma solução universal. Apesar disso algo pode e deve ser feito.
Talvez uma solução satisfatória para muitos casos, seria o passeio para peões de um lado da rodovia, e a pista ciclável bidireccional do outro lado. É verdade que neste caso uma parte dos ciclistas circularia em sentido contrário ao tráfego automóvel, o que criaria uma situação embaraçosa nos cruzamentos, mas aí poderia obrigar-se o ciclista a atravessar a faixa de rodagem como um peão e com a bicicleta pela mão.
Em nome do ambiente e da qualidade de vida promova-se o uso da bicicleta

            

 
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