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Primeiro foi Jardim do Sol, agora poderá nascer como Parque Verde. Estes são os dois projectos mais concretos que nasceram para organizar a zona da Várzea de Porto de Mós, cujo destino se discute há muitos anos. O relvado sintético é a próxima intervenção a avançar, no entanto para o local está previsto a implantação do Pavilhão Mltiusos, espaços radicais e de mini golfe, um anfiteatro ao ar livre, assim como um recinto para as Festas de S. Pedro, que irão ocupar os terrenos junto ao Rio Lena, desde a ponte da entrada da vila que “vem” da Ribeira de Cima, até ao actual recinto das Festas de S. Pedro. Para que seja possível instalar todos os projectos previstos a Câmara Municipal de Porto de Mós está a trabalhar na alteração do Plano de Pormenor (PP) da Várzea, com vista ao seu alargamento. João Salgueiro, presidente da autarquia, refere que “a área era reduzida para instalar todas as infra-estruturas desportivas e de lazer”. Neste momento estão a ser criadas as comissões técnicas de acompanhamento, depois de ter decorrido um período de discussão pública, onde não foram apresentadas propostas de alteração ao PP.
“Vão matar o espaço” O projecto “Parque Verde”, elaborado pelo actual executivo, tem algumas semelhanças com o antecessor “Jardim do Sol”, nomeadamente na manutenção de algumas estruturas desportivas e de lazer. No entanto, João Neto, o anterior vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Porto de Mós, considera que a instalação de edifícios, como é o caso do Pavilhão Multiusos, “vai matar o espaço”, defendendo que serão criados “condicionalismos verticais” que irão acabar por funcionar como obstáculos aos visitantes. Para o ex-vereador é um erro “encharcar o local com construções”, até porque a confirmar-se a instalação do Museu na antiga Central Termoeléctrica “é preciso libertar espaço no exterior para colocar as pedras de maior dimensão”. João Neto também questiona a justificação da autarquia para instalar o relvado sintético junto às Piscinas Municipais. “Se é necessário um PP para receber financiamento existe o Plano Pormenor dos Colos (zona de Estádio Municipal) preparado para ir às entidades e que contempla um segundo campo”. Para o ex-autarca o ordenamento da Várzea depara-se ainda com um segundo entrave, defendendo que “as zonas de implantação estão gastas, sendo impossível fazer todas as construções previstas”. A falta de espaços está, segundo João Salgueiro, a ser resolvida através da compra de novos terrenos. O autarca explica que no âmbito do alargamento da área do PP da Várzea já foi adquirido um terreno, estando a decorrer negociações para outras aquisições. Bombeiros sim ou não? A instalação de um novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós na Várzea é uma possibilidade que foi levanta pela primeira vez no último aniversário da Associação. João Salgueiro reafirma a intenção da autarquia em comparticipar a aquisição do terreno, no entanto sublinha que a decisão terá de partir dos bombeiros. José Ferreira, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Porto de Mós, afirma que “a posição dos bombeiros é conhecida publicamente”, acrescentando que a autarquia “sabe que localização escolhida é a Várzea”. Já João Salgueiro refere que “apareceu a possibilidade de instalar o quartel em frente ao cemitério, com a qual concordo”, no entanto remete qualquer decisão para a corporação. Construção do relvado sintético avança em Outubro O campo sintético é a próxima peça a ser instalada no xadrez do ordenamento da Várzea de Porto de Mós. O projecto encontra-se em fase de audiência prévia, devendo a obra ser adjudicada dentro de dias. João Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, adiante que a instalação do campo “será iniciada em Outubro, se tudo correr bem”, tendo um prazo de quatro meses de execução. A obra está orçada em cerca de 750 mil euros e prevê a instalação do relvado sintético e uma pequena bancada, refere o autarca. O projecto contempla ainda a implantação de uma pista de atletismo em “tartan”, no entanto a instalação não avança nesta fase pois “as possibilidades económicas não nos permitem”, afirma João Salgueiro. Esta é a terceira obra a nascer no local, depois das Piscinas Municipais e campos de Ténis, e a autarquia pretende que se enquadre na malha urbanística que tem delineada para a entrada da vila. Alcatrão em RAN O campo sintético será instalado junto às Piscinas Municipais, no local onde habitualmente estão instaladas as tasquinhas nas Festas de S. Pedro. João Salgueiro confirma que a escolha do local já foi alvo de críticas devido à proximidade com a EN 243, no entanto responde que “ao contrário do que se diz, o campo fica recuado em relação ao muro das Piscinas”, explicando que “apenas o limite da pista de atletismo ficará alinhado com a extremidade”, o que no entender do autarca é uma distância suficiente da via. A mudança de localização trouxe um canto do relvado para terreno afecto à Reserva Agrícola Nacional (RAN), uma situação que no entender de João Salgueiro “é caricata”, uma vez que o espaço em questão até está alcatroado. A autarquia não prevê, contudo, problemas com esta situação, uma vez que já foi pedida a desafectação da área. A instalação do relvado vai ainda obrigar a EDP a mudar um cabo de média tensão que passa sobre o local. Balneários no Multiusos Numa fase inicial o sintético será servido pelos balneários dos Campos de Ténis, no entanto a ideia é, segundo João Salgueiro, que após a construção do Pavilhão Multiusos, que contempla balneários, sejam estes a servir o campo. Para o autarca “não faz sentido andar a salpicar balneários quando o Multiusos pode ser rentabilizado para esse fim”.
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