CIBA atinge 50 mil visitantes em apenas um ano
Written by Luísa Patrício   
Quinta, 12 Novembro 2009
Fundação Batalha de Aljubarrota faz balanço muito positivo

ImageUm ano depois da inauguração do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, em São Jorge, o balanço que se faz não podia ser melhor.
A Fundação Batalha de Aljubarrota (FBA) conseguiu atingir em apenas um ano, um objectivo estabelecido para três anos: cinquenta mil visitantes/ano.
Alexandre Patrício Gouveia, presidente da fundação, diz-se "muito satisfeito com as metas alcançadas", mas diz que há ainda muito a melhorar. Mas já lá vamos.
Antes de mais, o presidente quer deixar claro que o CIBA tem sido visitado por um público muito diversificado. "Não consigo, de todo, destacar uma faixa etária que defina o perfil do nosso visitante. Desde crianças a idosos, têm sido muitas as visitas. Ou em família, ou em visitas de estudo, os interessados são muitos." Patrício Gouveia diz, ainda, que as nacionalidades são variadas, mas os europeus, são quem mais aparece. Têm aparecido franceses, alemães, italianos, ingleses e espanhóis.
O presidente da fundação afirma, no entanto, que quer rentabilizar o espaço ainda mais. Uma das ideias é receber mais filmes sobre a época medieval, para passar na sala de audiovisual, um dos pontos principais e mais atractivos do CIBA. Na lista, estão também exposições temporárias e eventos de animação cultural, ligados ao teatro, música ou dança. Para o próximo ano, por exemplo, há já oito eventos agendados, que não quis ainda desvendar, e que têm o objectivo de dinamizar e manter vivo o espaço.
Se, no início, houve dúvidas em relação ao sucesso do projecto da fundação, um ano depois, os números e as ideias para a divulgação da Batalha de Aljubarrota de 1385 falam por si. Patrício Gouveia admite que a população estava com receio do que poderia ser o projecto da fundação. "Como as pessoas não sabiam muito bem o que estava projectado, faziam especulações e não viam bem a criação desta fundação. Agora, toda a gente já percebeu que o que se pretende é valorizar o campo militar, nada mais", explica Patrício Gouveia.
O responsável revela mesmo que "há uma relação muito estreita com a população local". "Primeiro, porque há vários colaboradores do CIBA naturais de São Jorge e, depois, há sempre reparações a fazer e contratamos os serviços locais para nos ajudar. É uma maneira de ligar a fundação à população", salienta.
Outra opinião tem Helder Paulino, o presidente de junta de freguesia de Calvaria de Cima. "Em termos de benefícios para a população, nada. Não há diálogo, não há nada que se tenha tornado uma mais-valia para o bem-estar das populações”, diz.
“Ainda há uns meses, houve lá uma peça de teatro, cuja entrada foi de 25 euros, o que acaba por afastar muita gente desse tipo de eventos. Eles até têm tido alguns visitantes. É feita uma grande divulgação por todo o país, mas, de resto, estou cada vez mais convicto de que a ideia inicial da fundação era acabar com São Jorge. Passar um corrector por lá e dizer que ali não existiu mais nada a não ser o campo militar e o museu", realça Helder Paulino.