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Sustentabilidade na indústria extractiva era o tema proposto
 Mais de uma centena de empresários e pessoas ligadas aos sectores da pedra e da cerâmica participaram no passado dia 24 de Fevereiro, no Cine-Teatro de Porto de Mós, no seminário sobre “Sustentabilidade na Indústria Extractiva”. A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Porto de Mós e Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, contou com a colaboração da Associação de Exploradores de Calçada à Portuguesa (AECP), da Associação Portuguesa de Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins (ASSIMAGRA) e da Associação Gestora de Inertes (GESTIN). Durante toda a tarde, falou-se sobre a industria extractiva no parque natural, dos principais requisitos ambientais em termos de ordenamento do território e das boas práticas e melhores técnicas disponíveis a este nível. Foi feito o enquadramento legal do licenciamento de pedreiras, analisadas as implicações da exploração de massas minerais e chamou-se a atenção para as questões relativas à segurança e higiene no trabalho. Houve ainda tempo para abordar os mecanismos e modelos de apoio à comunidade associativa e empresarial. Uma autêntica aula sobre o estado e as regras a cumprir no sector da pedra mas onde pouco ou nada se disse sobre sustentabilidade na indústria extractiva, apesar do presidente da Câmara ter afirmado no início dos trabalhos que esperava que dali saíssem “achegas sobre um problema que afecta o concelho” e que resumiu na “dificuldade em compatibilizar o desenvolvimento sustentável com a preservação do ambiente”. Na mesma altura, o director-geral do CTCV mostrou-se convicto que o seminário pudesse ser “um ponto de discussão, análise e sensibilização para aquela que é uma das principais riquezas do concelho” mas no final da longa jornada vários empresários confessaram ao nosso jornal a desilusão por “nada disso ter acontecido”. “Oportunidade perdida”, “mais do mesmo”, e “a confirmação de que quem trabalha só tem deveres e não direitos”, foram algumas das expressões ouvidas. Nem os rasgados elogios ao sector vindos da maioria dos oradores atenuaram a “desilusão pelas expectativas criadas e não cumpridas”. Mais optimista, Miguel Goulão, secretário-geral da ASSIMAGRA, a quem coube fazer o balanço final, disse que este seminário “foi o pontapé de saída para tudo aquilo que é preciso fazer no sector”, afirmou. O responsável aproveitou para fazer um veemente apelo aos empresários no sentido de intervirem sempre que estiverem em discussão pública, leis e instrumentos de ordenamento do território que interfiram com o sector (como PDM´s ou o Plano de Ordenamento do PNSAC). “Estes instrumentos vão regular a vossa vida, por isso têm a obrigação de intervir. Só assim quem legisla saberá como o fazer correctamente”, concluiu. Se o teor das intervenções não foi o esperado, já a organização surpreendeu pela qualidade.
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