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Pais e escolas contestam actividades extracurriculares PDF Print E-mail
Written by Patrícia C. Santos   
Quinta, 04 Outubro 2007

ImageA contestação às Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) está a surgir em vários pontos do concelho, com pais e professores a manifestarem-se contra a inclusão das actividades no período lectivo. Em muitas escolas têm surgido alguns problemas com falta de professores, nomeadamente de Música, o que está a deixar as crianças com “buracos” no horário lectivo, pois algumas das actividades estão programadas para de manhã. Há escolas do concelho que já receberam sete horários este ano lectivo, o que demonstra as dificuldades que estão a surgir com a calendarização de aulas e AEC.
Olímpia Lima, presidente do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, confirma que recebeu “reclamações de pais e várias escolas”, acrescentou que os pais estão a manifestar descontentamento porque “quem não pretenda que os filhos frequentem as actividades está condicionado porque algumas acontecem de manhã”. Olímpia Lima refere que o Agrupamento apresentou uma proposta de alteração de horários à empresa Lúdico-Ideias, esperando que “tudo possa estar resolvido o mais rapidamente possível”.
Já Rui Neves, vereador da Educação da Câmara Municipal de Porto de Mós, afirma ter conhecimento de “pequenas reclamações”, no entanto garante que “não haverá retrocesso na ideia de intercalar as actividades”, acrescentando que se trata de “uma questão pedagógica assumida pelo Agrupamento”. Em relação à falta de professores, o vereador admite que “o recrutamento não está a ser tão fácil como parecia, porque muitos professores, ao verem as distâncias, desistem mesmo depois de assinarem contrato”.

Mira de Aire recusa intercalar
Ao contrário do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, em Mira de Aire e Alvados as AEC começaram no dia 17 de Setembro e estão concentradas no final da tarde.
João José, presidente do Agrupamento de Escolas, explica que “aqui não foi permitido intercalar as aulas”, acrescentando que numa reunião com a empresa responsável ficou estabelecido que as AEC seriam todas a partir das 15h30. João José explica que o “finca pé” pretende criar uma mancha horária o mais regular possível, para permitir criar hábitos nos alunos, defendendo que a alternância entre aulas e actividades extracurriculares “em termos pedagógicos não é a melhor solução”.
O presidente do Agrupamento de Escolas de Mira de Aire e Alvados não poupa críticas à forma como foi conduzido o processo no início do ano lectivo. “As AEC deviam começar no dia 17 de Setembro e nesse mesmo dia enviaram uma informação sobre o adiamento das actividades. Não aceitei, não ia dizer aos pais para virem buscar os filhos poucas horas depois”, refere. João José admite que o primeiro dia de aulas “foi um bocado atribulado”, no entanto permitiu que no Agrupamento as AEC começassem no dia previsto.
Para Rui Neves em Mira de Aire “torna-se mais fácil concentrar as actividades no final da tarde”, defendendo que isso só é possível porque existem menos escolas e o ensino de Inglês é assegurado pelo próprio Agrupamento.

 

 
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