
A qualidade e dedicação da mão-de-obra de Porto de Mós foram as principais razões que levaram o empresário Joaquim Louro a avançar para a instalação de uma unidade industrial na Zona Industrial de Porto de Mós.
A funcionar há cerca de dois meses, a unidade de costura para o sector do mobiliário, emprega 35 pessoas. No entanto, o responsável pelo grupo J.J. Louro, admite que o número de postos de trabalho poderá duplicar, acreditando que a unidade poderá contar com cerca de 70 postos de trabalho, já no próximo ano.
A nova unidade industrial representa um investimento que poderá chegar aos 700 mil euros, quando receber todo o equipamento previsto. Uma fábrica que recebeu a produção que já estava presente no concelho, num pavilhão alugado. Uma experiência que, segundo Joaquim Louro, demonstrou que "havia condições para trabalhar" em Porto de Mós.
O empresário admite, no futuro, reforçar o investimento no concelho, tendo, inclusive, admitido já a hipótese de adquirir um novo lote na Zona Industrial de Porto de Mós. Joaquim Louro refere que o sector dos estofos tem registado um crescimento, fruto do encerramento de pequenas unidades e da diminuição de importações de Espanha e China, por exemplo. "Neste momento, se produzíssemos o dobro, vendíamos tudo", afirma.
Cauteloso em relação à evolução do mercado, o empresário afirma, contudo, que o grupo está a "conseguir vencer a batalha da competitividade", admitindo a possibilidade de poder fazer novos investimentos no sector da costura em localidades como Mira de Aire ou Minde, beneficiando da experiência da mão de obra local, nesta área. "É uma actividade de mão-de-obra intensiva", refere Joaquim Louro que, actualmente, emprega mais de 100 costureiras. Uma realidade que "obriga a deslocar este tipo de trabalho para onde encontramos mão-de-obra".
Grupo emprega 1200 pessoas
A unidade de Porto de Mós integra-se num grupo empresarial responsável por cerca de 1200 postos de trabalho e que regista um volume de negócios de 70 milhões de euros.
Joaquim Louro é o responsável pelo Grupo J.J. Louro, que desenvolve negócios na área de mobiliário, estofos, colchões, ferragens ou construção civil. As empresas dividem-se entre Amiais de Cima, Pernes, Santarém, Águeda e, agora, Porto de Mós. Um grupo de empresas com uma presença forte nos mercados externos, e que conta com uma equipa em permanência "à procura de novas oportunidades de negócio", refere Joaquim Louro.
Num ano marcado pela crise económica, o grupo tem estado em contra-ciclo. Por exemplo, no complexo industrial de Amais de Cima, foram criados ,este ano, cerca de 130 postos de trabalho.
Além do grande dinamismo empresarial, Joaquim Louro tem-se destacado pelo apoio social, especialmente na terra natal, Amiais de Cima, concelho de Santarém. Exemplo disso a construção de uma escola e jardim-de-infância, financiados pelo empresário, a funcionar desde 2007. O empresário foi condecorado pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, este ano, pelo seu sentido empreendedor e responsabilidade social.