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Teatro Andarilho está bem e recomenda-se PDF Print E-mail
Jornal
Written by Iolanda Nunes   
Quinta, 29 Abril 2010

Grupos satisfeitos com iniciativa

ImageO Teatro Andarilho – Festival de Teatro Itinerante termina no sábado, dia 1 de Maio.
Pode-se bem dizer que esta iniciativa do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Porto de Mós, não só motivou a criação de novos grupos de teatro, como tem motivado também a sua continuação.
Esta é uma afirmação de todos os responsáveis pelos cinco grupos existentes no concelho e reconhecida por Rui Neves, vereador da Cultura.
“É trabalho positivo que tem dado frutos, uma vez que o número de grupos tem crescido. Congratulo-me pela disponibilidade dos grupos nas iniciativas da câmara”, salienta.
Alguns grupos nasceram para o Teatro Andarilho e para o Teatremos, mas o que é certo é que todos começam a ser reconhecidos entre o público, e marcar na agenda outras actuações para fora do concelho.
O Festival de Teatro “Andarilho” tem como objectivo pisar os palcos de diversas localidades do concelho, procurando uma maior aproximação com o público. Esse objectivo tem sido alcançado desde a primeira edição, como acrescenta o vereador, “o que tenho observado é que os espaços apesar de serem pequenos, servem para o efeito e as salas têm estado sempre cheias”.
O vereador lamenta não poder estar em alguns dos espectáculos, pelo facto de muitos acontecerem em simultâneo e noutras ocasiões ter outras coisas em agenda.
Esta edição levou os grupos Gruteca; Trupêgo; Art_E_Manhas; Expressarte e o Grupo de Teatro Amador do Juncal até Alqueidão da Serra; Calvaria de Cima; Corredoura; Juncal; Pedreiras; Ribeira de Cima São Jorge e Serro Ventoso.



“Acho que é uma boa iniciativa para animar os grupos que existem. Dá motivação para manter o grupo de teatro com a criação de novas peças para apresentar e manter vivo o espírito do teatro dentro nós. O Festival de Teatro “Andarilho” é positivo, benéfico e divertido”.

Teresa Gomes – Gruteca_Gr. Teatro da Calvaria




grupo de teatro amador do juncal_tn.jpg“É uma óptima ideia. Mas há um senão! A câmara faz pouca publicidade e nota-se pouco apoio no dia dos espectáculos com a ausência das pessoas responsáveis. Algumas salas não asseguram as devidas condições para receber uma peça teatral.

António Agostinho – Grupo de Teatro Amador do Juncal

 

 

 

 

 

trupego_tn.jpg“É uma iniciativa maravilhosa, que permite que os grupos possam ir até às localidades do concelho, onde normalmente não vão. Temos sido sempre bem recebidos, quer pelas instituições, quer pelo público”.

António Almeida – Trupêgo_Grupo de Teatro

 

 

 

 

 

 

oficina de teatro expressarte_tn.jpg“Tem sido uma forma de incentivar os grupos a criarem peças para apresentar. O teatro está bem integrado na vila e esta é uma forma de dar desenvolvimento aos grupos existentes. Que hajam mais iniciativas semelhantes”.

Marisa Oliveira – Oficina de Teatro Expressarte

 

 

art_e_manhas_e.s.p.m. 2_tn.jpg“Tem sido uma forma de levar o teatro a todas as partes do concelho e as pessoas vão mais facilmente.
Os alunos têm tido a oportunidade de actuar noutros palcos e mais vezes, conhecendo outro tipo de público”.


Cristina Almeida – Art_E_Manhas Esc. Sec. De Porto de Mós

 
Autarquia aprova empréstimo para obras do QREN PDF Print E-mail
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Written by Patrícia C. Santos   
Quinta, 29 Abril 2010
Empréstimo no valor de 1,6 milhões de euros

ImageAmanhã, dia 30 de Abril, entre os pontos da ordem de trabalhos da Assembleia Municipal está a aprovação de um empréstimo bancário de longo prazo, no valor de 1,6 milhões de euros. O empréstimo foi aprovado pela maioria socialista, na reunião de Câmara de 8 de Abril, e destina-se a financiar oito obras, seis das quais com candidatura aprovada a fundos comunitários aprovada. O Saneamento de Mira de Aire, a Ecopista, a reconversão da Central Termoeléctrica ou o Parque Verde são algumas das obras que integram o lote, cujo investimento global é de 10 milhões de euros. Ao valor do empréstimo aprovado na reunião de câmara vai juntar-se um empréstimo de 1,35 milhões de euros, contraído em 2008, o que vai resultar num total de crédito bancário de 2,95 milhões de euros para avançar com estas obras.
Os vereadores do PSD votaram contra a realização do empréstimo. Na declaração de voto Júlio Vieira e Luís Almeida referem que “em cinco anos este será o quinto empréstimo” e que o mesmo não vai trazer “alterações significativas” aos “problemas estruturais do concelho”, apontando as áreas de saneamento básico, abastecimento de água ou renovação de condutas.
Ainda antes de votação, Luís Almeida afirmou que este empréstimo “pode hipotecar projectos futuros”. João Salgueiro, presidente da autarquia respondeu, alertando que a não contratação do empréstimo vai “hipotecar os projectos presentes” e que sem esta verba não será possível realizar as obras apoiadas pelo QREN – Quadro de Referencia Estratégico Nacional – até 2015.

 
Conferência reúne investigadores e professores PDF Print E-mail
Jornal
Written by Luísa Patrício   
Quinta, 29 Abril 2010
Para celebrar o Ano Internacional da Biodiversidade

ImageEm pleno Ano Internacional da Biodiversidade, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) decidiu levar a cabo uma série de iniciativas ao longo de todo este ano, em todo o país.
Uma dessas acções realizou-se no passado dia 22 de Abril, na Ecoteca de Porto de Mós, e consistiu na realização da conferência “Geodiversidade e Biodiversidade no território do Litoral de Lisboa e Oeste”.
O encontro foi preparado pelo Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Litoral de Lisboa e Oeste (DGACLLO) do ICNB, tendo reunido no auditório dezenas de pessoas, entre investigadores, técnicos e professores, vindos de várias regiões do país. Um dos objectivos foi divulgar a diversidade do património natural existente no território do Litoral de Lisboa e Oeste, a sua singularidade e importância no quadro regional, nacional e internacional.
Maria de Jesus, directora adjunta do DGACLLO, entidade a que está ligado o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, explicou ao nosso jornal que “mais do que mostrar as espécies raras que existem nesta região, queremos mostrar que a nossa vida depende da biodiversidade”. “Esta é uma região muito rica, diversificada e única que devemos preservar, mas para isso as pessoas têm que perceber o quão importante isso é”, disse.
“Gerir o uso do território, entre todos, é outra questão com que nos deparamos, porque é sempre complexo, dadas as suas diferentes potencilidades e possibilidades de uso”, sublinhou.
Na abertura do evento, esteve presente o vereador da cultura da autarquia de Porto de Mós, Rui Neves, em representação do presidente da câmara municipal, ausente no estrangeiro. Nesta abertura, marcaram ainda o presidente do ICNB, Tito Rosa, e a directora do DGACLLO, Sofia Castel-Branco. De manhã até à tarde, destacaram-se diversos oradores, entre eles, Diamantino Pereira (Universidade do Minho), Ana Ramos Pereira (Universidade de Lisboa), Dalila Espirito Santo (ISPA), Fernando Queirós (Universidade de Aveiro) e Luísa Rodrigues (ICNB).


 
Dez anos de castelo renovado PDF Print E-mail
Jornal
Written by Patrícia C. Santos   
Quinta, 29 Abril 2010
O que foi feito, o que ficou por fazer e o futuro

ImageFoi há dez anos que abriram as portas de um Castelo de Porto de Mós renovado. Os acessos em betão às torres, colocados numa intervenção na década de 40 do século passado, foram substituídos por madeira e ferro. Nas aberturas das torres foram colocadas janelas, para impedir a entrada de água e humidade. Foram criadas casas de banho e feitas escavações que revelaram espaços, até aí desconhecidos.
José Ferreira, presidente da Câmara Municipal na altura, refere que o conjunto de trabalhos teve como primeiro objectivo "permitir uma melhor visitação". "Em segundo lugar, pretendia-se que o castelo fosse a sala de vistas do concelho e nesse espírito recebeu alguns momentos importantes, como a assinatura de contratos que permitiram obras importantes no concelho", recorda.
Para as obras de recuperação foram gastos cerca de 120 mil contos (600 mil euros). Setenta e cinco por cento do investimento foi comparticipado por fundos comunitários, 15 por cento do valor foi suportado pelo Programa de Reabilitação Urbana (Proseurb) e dez por cento do valor saiu dos cofres municipais.
À frente dos destinos da autarquia até 2005, José Ferreira recorda que durante esse período foram dinamizadas "actividades culturais das mais variadas expressões", dando cumprimento ao objectivo de tornar o castelo "um espaço vivo e activo". O ex-autarca destaca o mandato 2001-2005, que teve João Neto à frente do pelouro da Cultura. "Era um criativo por excelência e conseguiu organizar actividades interessantes", refere José Ferreira, que se mostra "satisfeito" pelo trabalho desenvolvido no castelo durante os seis anos de mandato.
"Tinha armas que achei que poderiam mudar Porto de Mós, desde que houvesse paciência", recorda João Neto, que introduziu uma programação cultural regular no castelo, durante os meses de Verão. Espectáculos ligeiros, para serem realizados ao ar livre, de baixo custo e o mais variados possível. Esta foi a linha escolhida pelo ex-vereador para animar as noites estivais do monumento. Durante quatro anos por ali passou a música, do popular à clássica, teatro, dança ou moda. "Começamos com 30 ou 40 pessoas, acabámos com um pouco mais, à volta de 50, mas começámos a notar que havia mais gente não residente em Porto de Mós", refere João Neto. "Se a política tivesse sido continuada, não sei se teria tido êxito, mas sabia que era preciso sofrer", recorda o ex-vereador, que aponta as boas condições do monumento, acústicas e de iluminação, para a realização de espectáculos ao ar livre. "É um castelo de bonecas e isso é bom para espectáculos. Era bom que houvesse mais animação no Verão", defende. Impulsionador dos jantares e feiras medievais, João Neto defende que seria uma aposta a manter. "É um produto caro, mas que traz gente. Se resulta noutros sítios, também daria em Porto de Mós", afirma.

Turismo na linha da frente
A partir de 2006, com a entrada de um novo executivo, a animação do castelo foi começando a seguir uma nova linha (ver: Cronologia).
Sem referir a estratégia para a animação cultural, Rui Neves destaca o ensaio de um serviço educativo que está a decorrer no monumento (ver. Castelo mostra-se às crianças). "É importante que quem visita tenha a máxima informação sobre a evolução e as figuras lendárias, como o Dom Fuas Roupinho", afirma.
A promoção turística do monumento está no centro das preocupações da autarquia. Rui Neves defende a criação de uma rota de visitação entre o castelo, Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, em São Jorge, e Mosteiro da Batalha. "Algumas excursões já fizeram este circuito e a tendência é criar uma rota do património que ligue os dois concelhos", refere rui Neves. Informação sobre os restaurantes do concelho e sobre a região são outras informações que irão estar disponíveis. "Não me interessa divulgar apenas o castelo, mas sim uma região", defende Rui Neves. Dentro da esfera de acção da autarquia, o vereador refere que em breve estarão peças de artesanato à venda no castelo, procurando divulgar a arte da olaria.
Em jeito de avaliação, Rui Neves admite que "há sempre coisas que podíamos ter melhorado", destacando a produção de documentação e informação. "São coisas que custam dinheiro e temos de fazer cálculos sobre o que se vai gastar, para investirmos bem e não nos arrependermos", afirma.
Em jeito de avaliação, Rui Neves admite que "há sempre coisas que podíamos ter melhorado", destacando a produção de documentação e informação. "São coisas que custam dinheiro e temos de fazer cálculos sobre o que se vai gastar, para investirmos bem e não nos arrependermos", afirma.
o nosso jornal tentou também recolher declarações do actual presidenta da autarquia, João Salgueiro, que remeteu qualquer esclarecimento para Rui Neves.


Regulamento em elaboração

Desde 2006 que a programação do castelo começou a sofrer alterações. O monumento tem recebido festas privadas. No ano passado, chegou mesmo a ser celebrado um casamento no castelo. Este ano, as exposições e o festival de tunas são os únicos eventos inseridos numa programação regular. Rui Neves, vereador da Cultura, afirma que existem outras solicitações, como a festa que está agendada para Setembro. O responsável pela Cultura admite a necessidade de regular a utilização do castelo. "Não podemos banalizar as instalações", refere Rui Neves. Para isso está na fase final de elaboração um regulamento de uso do monumento. O vereador refere que o documento está elaborado e será brevemente apresentado em reunião de executivo. O regulamento está apenas a aguardar a aprovação das taxas e tarifas da autarquia, documento que será apreciado amanhã, dia 30, na Assembleia Municipal.
José Ferreira considera que, no futuro, "o castelo deve retomar o caminho para que foi intervencionado", afirmando que o monumento "tem uma dignidade de espaço e memória que não é compatível com algumas actividades que se lá têm intervencionado".

Acessos e bar que não avançaram

A aposta de promoção turística do castelo tem esbarrado com o acesso ao monumento. Da altura da requalificação vem um projecto para permitir o acesso de autocarros ao sopé do morro, junto ao cemitério velho. O projecto passava pela criação de um acesso através da estrada que liga Porto de Mós e Fonte dos Marcos. Adormecido ficou também um projecto de intervenção paisagística no morro do monumento.
O projecto de recuperação resultou ainda na criação de um espaço, onde se pretendia por em funcionamento um bar de apoio ao castelo. A indefinição sobre a forma de concessão e o fraco interesse manifestado por privados acabaram por ditar que, dez anos depois, o bar continue encerrado e os visitantes não tenha possibilidade de adquirir uma simples garrafa de água durante a visita ao castelo.


Cronologia castelo

1999
Foi a 25 de Junho que foi aberto ao público um Castelo renovado. Um investimento de 120 mil contos (600 mil euros), que procurou manter os traços originais e corrigir algumas intervenções feitas na década de 40 do século passado. O acesso em betão às torres foi trocado pelo ferro e madeira. Foram introduzidas janelas, de forma a impedir a entrada de água nas torres e feitas algumas escavações revelando novos espaços do castelo. Uma abertura antecedida pela visita do secretário do Turismo, Vítor Neto, no dia 2 de Junho.

2000-2001
Os primeiros dois anos vão ser marcados pela realização de algumas exposições e espectáculos. Carlos Guilherme passa por lá em Junho de 2000, num espectáculo inserido nas Festas de S. Pedro.
Além da actividade cultural, pelo Castelo passam momentos marcantes na vida portomosense. O Presidente da República, Jorge Sampaio, encerra a visita de cinco dias ao distrito, em Março de 2000. No ano seguinte, o Castelo recebe a apresentação do I Prémio Nacional de Calçada à Portuguesa ou o 1.º Concurso de Arroz Doce de Porto de Mós, em Junho.

2002-2005
É entre 2002 e 2005 que o monumento vive os momentos de maior intensidade cultural. João Neto é o vereador neste período e lança eventos como o CastelArte ou o Castelo às Sextas, que vão animar o monumento durante os meses de Verão. Exposições, teatro, ballet, jazz, poesia, desfiles de moda ou música ligeira são os vários géneros que animam estes quatro anos. São também organizados jantares medievais e feiras medievais. Em Junho de 2004 é inaugurada a nova iluminação. Por um dia o Castelo "veste-se"de verde e vermelho, aproveitando a onda do Euro 2004.
A dinamização cultural do Castelo neste período é reconhecida pela Assembleia Municipal, que aprova um voto de louvor ao trabalho desenvolvido.

2006 – 2007
Com um novo executivo assiste-se a mudanças na calendarização das actividades culturais no monumento. Mantêm-se eventos como o Fitumis, CastelArte ou uma versão reduzida do Castelo às Sextas. Em 2006 realiza-se o “Chuva de Talentos”, com a participação de artistas naturais ou residentes no concelho.

2008-2009
O Festival Internacional de Tunas Mistas o CastelArte são os dois eventos com maior longevidade no Castelo, ambos contando com sete edições. A programação regular deu lugar, nestes últimos anos, a eventos pontuais que vão sendo realizados no Castelo. Em 2008 o monumento recebeu o Encontro da Ferrari Portugal, em Junho, um concerto do 5.º Estágio Internacional de Orquestra, em Julho, um encontro de Meditação pela Paz Mundial, em Outubro, e duas festas comemorativas do aniversário da Rádio Dom Fuas FM.
No ano passado, além do CastelArte e Fitumis, o espaço recebeu a festa “Summercastle”, em Setembro e uma festa da Rádio Dom Fuas, onde actuou o cantor Paulo Brissos. O Castelo foi ainda palco de um casamento, a 4 de Julho.




Olga Silvestre
Presidente da concelhia do PSD

 O Futuro do castelo será: Criar um programa anual e um regulamento de utilização; Recriar a história animada da época áurea; Utilizar o espaço para actividades ou eventos que o dignifiquem; Torná-lo a nossa sala de espectáculos de Verão; Estabelecer parcerias e realizar exposições, tertúlias, tornar o castelo VIVO e com VIDA que valorize e divulgue a nossa terra; Dotá-lo de infra-estruturas que possibilitem a utilização e permanência dos visitantes, tal como serviço de cafetaria/restauração.
Porque promover o património é promover a cultura de um povo que fez a estória da nossa história, é ainda promover uma forte economia que emerge e que está esquecida.
É urgente olhar para o Castelo como uma fonte de receitas para o município e para o concelho e não apenas com um olhar contemplativo como quem olha para algo belo, mas inatingível.

Rui Neves
Presidente da concelhia do PS

O futuro do Castelo terá de passar por uma divulgação devida, em termos históricos, deste monumento que é único. Muitos municípios gostariam de ter a possibilidade de usufruir e ter ao dispor este monumento. Daí que deve ser feito tudo o que seja possível para a sua divulgação, porque a promoção do próprio concelho e da sua história, passa, forçosamente, por ali.
Acho que se deve continuar a insistir, de uma forma inconformista, lutando em defesa de tudo o que possa ser feito pela divulgação do concelho de Porto de Mós. Uma acção que passa, em grande medida, pelo castelo de Porto de Mós.

Filipe Rodrigues
Comissão Concelhia do PCP

A Comissão Concelhia de Porto de Mós do Partido Comunista Português considera que nos últimos anos pouco ou nada tem sido feito para dinamizar o património histórico do concelho, nomeadamente o castelo. Após a recuperação ainda se fizeram eventos, mas as actividades foram morrendo, inclusive na página da câmara na internet não encontramos nada que divulgue e promova o castelo.
Para o PCP o castelo não pode ser visto de forma isolada, deve ser visto de forma integrada, coerente, que harmonize todas as potencialidades turísticas do concelho. É necessária a elaboração de um roteiro turístico que integre o património natural do concelho, o castelo e o CIBA, criando uma rede de transportes para o efeito.
É necessário desenvolver uma política de desenvolvimento turístico que valorize o património humano, atenue a sazonalidade e contrarie o modelo de turismo de passagem e muito curta estadia.

Avelino Vitória Gomes
Porta-voz da Comissão Concelhia do CDS-PP

Tudo o que seja para dinamizar, desenvolver e dar a conhecer o castelo é bem-vindo. Essa acção, obviamente, inclui a organização de actividades culturais, como exposições, por exemplo. O castelo já recebeu eventos úteis, devem ser seguidas outras iniciativas.


Saul António Gomes
Professor Universitário e historiador

O Castelo tem um elevado significado histórico, artístico e patrimonial, em termos regionais e nacionais. Símbolo do passado, alma e identidade cultural dos portomosenses, a sua conservação e valorização têm de ser princípios fundamentais e prioritários da política cultural autárquica, quaisquer que sejam as forças políticas. No futuro, importa assegurar e reforçar a participação local competente na gestão do monumento, consolidar as condições de acessibilidade, segurança e comodidade para todos os que o visitam, promover o seu estudo e valorização quer de forma singular, quer integrado num circuito regional dos castelos medievais da Alta Estremadura. É importante reforçar a sua presença temática nas dinâmicas e programas das unidades de ensino concelhias e regionais e abri-lo, sem hesitações, a iniciativas de empreendedorismo cultural e turístico geradoras de riqueza e de criação de novas oportunidades de trabalho e emprego para jovens portomosenses.

António Almeida
Membro do Trupêgo – Grupo de Teatro

O castelo tem salas onde se poderiam colocar alguns objectos, instalando um mini museu, com objectos relacionados com o Castelo. O Museu Municipal existem achados arqueológicos que, se fossem bem estruturados, poderiam criar um espaço museológico no Castelo, o que o tornaria mais agradável ao visitante. Poderiam ser apreciados achados que as pessoas foram oferecendo e seria uma forma até de mais pessoas oferecem objectos. Uma outra ideia seria no Verão continuar com eventos culturais, que têm decaído, quer em qualidade, quer em quantidade. Nos anos seguintes à recuperação a Câmara Municipal investiu mais, agra a crise poderá não permitir gastar tanto. Mas para haver um reforço de eventos, estes não precisam, necessariamente, de ser caros, mas sim de melhor qualidade.

David Catarino
Presidente da Entidade Regional de Turismo Leiria-Fátima

As populações de vilas ou cidades que se formaram, ao longo de séculos, à volta do seu castelo, têm por estes monumentos um especial carinho e anseiam, não só por que sejam preservados, mas também que sejam visitados, isto é, que sejam motor do desenvolvimento turístico que gostariam de ver no seu concelho ou região.
Estas paixões são suscitadas nas pessoas, as mesmas que passam anos sem fazerem o esforço de visitar estes ou outros monumentos.
Cabe às autarquias o desenvolvimento de actividades culturais e de animação que integrem os castelos na vida dos aglomerados envolventes.
Cabe-nos a nós, Entidades Regionais de Turismo, a promoção deste património com a desejada animação.
Com este objectivo, a Entidade Regional de Turismo de Leiria-Fátima tem em elaboração o Roteiro do Património e o Roteiro do Santo Condestável, desejando que esta oferta turística possa ser usufruída por pessoas que viajam autonomamente ou em viagens organizadas pelos operadores turísticos.
 
Afinal, SAP não encerra PDF Print E-mail
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Written by Luísa Patrício   
Quinta, 15 Abril 2010
Serviços serão garantidos nos mesmos moldes

ImageNão há razões para dramatizar. A afirmação vem de Isidro Costa, director do Agrupamento dos Centros de Saúde do Pinhal Litoral II, que explica que o Serviço de Atendimento Permanente (SAP), em Porto de Mós, vai, afinal, continuar a funcionar nos mesmos moldes. A organização e as designações dos serviços é que estão para mudar. Até os horários se mantém das 8 às 20 horas, de semana e ao fim-de-semana.
A explicação de Isidro Costa surge depois de o nosso jornal tomar conhecimento, na assembleia-geral dos bombeiros voluntários de Porto de Mós, de que o SAP estaria para fechar. Uma notícia que chegou aos bombeiros, sem quaisquer explicações de como a mudança iria efectuar-se.
O que acontece, segundo explica Isidro Costa, é que foi apresentada uma candidatura para uma Unidade de Saúde Familiar (USF) a instalar em Porto de Mós". Com a reforma, no centro de saúde de Porto de Mós passarão a existir unidades funcionais. "Uma delas, a USF, que abrangerá cerca de metade dos actuais utentes e funcionários. Outra, a Unidade de Saúde de Cuidados Personalizados (USCP), que abarcará a outra metade e funcionará nos mesmos moldes da USF", explica o director Isidro Costa. 
A ideia é funcionar mais em rede e permitir uma maior acessibilidade aos serviços de saúde. No concelho, a sede de ambas as unidades (USF e USCP) ficará no centro de saúde de Porto de Mós. "Por exemplo, uma pessoa de Pedreiras, ou de qualquer outro lugar do concelho, que se sinta mal cerca das 18 horas e queira ir a uma consulta, sabe que na sede do centro de saúde, em Porto de Mós, pode ir a uma consulta de intersubstituição, proporcionada por estas unidades funcionais.
De referir, ainda, que aos sábados e aos domingos, os serviços vão funcionar nos moldes actuais, ou seja, quer os médicos da USF quer os da USCP vão assegurar, também das 8 às 20 horas, com o seu corpo de profissionais, serviços de consulta aberta ou complementar.
O director Isidro Costa afirma que, "cada vez mais, os centros de saúde vão limitar-se a tratar doenças agudas e cuidados de saúde primários e todos os outros casos serão encaminhados para o INEM, transportando os doentes para o hospital.
O responsável desdramatiza, considerando que "o serviço vai melhorar". Num estudo recente na zona Centro do país, os profissionais que já trabalham em Unidades de Saúde Familiar apontam como virtudes do modelo, a melhor acessibilidade dos doentes aos cuidados de saúde, a autonomia funcional dos profissionais assim como a satisfação profissional e o trabalho em equipa.
Isidro Costa não consegue adiantar a data de arranque das unidades, mas diz que o processo "ainda vai demorar algum tempo, porque falta a aprovação para criar os serviços e possivelmente terão de ser feitas algumas obras no centro de saúde".                     

 
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