Editorial
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Aproveitar e valorizar saberes |
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Written by Isidro Bento
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Quinta, 29 Abril 2010 |
A criação de uma universidade senior em Porto de Mós é, à partida, uma boa notícia.
Numa terra que já há quase 10 anos tinha perto de 4 000 pessoas com mais de 65 anos é público e notório que faltam respostas sociais para a população senior, nomeadamente, em termos formativos e de ocupação dos tempos livres.
As Instituições Particulares de Solidariedade Social locais tentam ocupar os utentes dos seus lares e centros de dia, da melhor forma que podem e sabem, mas a maioria da população senior do concelho está do “lado de fora” das suas quatro paredes e nem as iniciativas ocasionais das autarquias lhes dá as respostas que precisa nem aproveita a riqueza da sua experiência de vida.
Assim, são de saudar todas as iniciativas que visem alterar este cenário. Tenho é algumas dúvidas da viabilidade em Porto de Mós, de um projecto ambicioso como deve ser uma universidade senior, apesar de reconhecer e enaltecer o empenho e as grandes esperanças que os seus promotores e parceiros depositam nele.
O concelho é disperso, tem realidades sociais bem distintas e o facto de haver um “mercado” potencial não significa, à partida, que todos os seniores adiram a esta iniciativa e como em tudo, e cada vez mais, os projectos precisam de ter alguma dimensão para serem viáveis, mesmo que essa dimensão se meça pelo número de pessoas aderentes já que os custos económicos são suportados em grande parte pelos parceiros da entidade promotora.
A ausência de uma prática anterior parece-me, também, um factor que poderá condicionar este projecto. Afinal, não podemos esquecer que passar do quase nada para uma oferta lectiva/formação regular e variada, a que se juntarão, decerto, os passeios, convívios, exposições e mostras várias, que são a marca distintiva destas “universidades”, não será fácil de implementar e também não entrará logo nos hábitos dos seniores portomosenses.
No meu entender, a não adesão, para já, da Câmara Municipal e da maioria das juntas de freguesia, poderá, também, trazer dificuldades acrescidas a um projecto que só faz sentido se conseguir ganhar dimensão concelhia. Cabe a quem já aderiu, demonstrar com trabalho válido e passos seguros e reflectidos, que a iniciativa é meritória, “tem pernas para andar”, e está isenta de quaisquer interesses políticos ou económicos.
A criação de uma qualquer resposta social (esta ou outra) que venha contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos nossos seniores é um projecto que pode e deve envolver todos os portomosenses. Eles merecem.
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Written by Isidro Bento
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Quinta, 15 Abril 2010 |
Esta quinzena chegam-nos boas notícias das áreas do Turismo e da Cultura.
De acordo com o “DN”, as Grutas de Mira de Aire estão, para já, entre as mais votadas no concurso que pretende eleger as “7 Maravilhas Naturais de Portugal” e isso é uma excelente notícia.
As Grutas têm como adversárias duas belezas naturais dos Açores e os açorianos não costumam brincar em matéria de promoção turística. Diz,aliás, quem sabe, que nesta área, Madeira e Açores “jogam noutro campeonato” por isso, acredito que os açorianos não irão querer entregar, de “mão beijada”, a vitória a Mira de Aire e uma notícia deste teor se estimula o bairrismo de um lado também estimula do outro. Portanto, repito, ainda há um longo caminho até que se possa cantar vitória como todos esperamos, mas já é um bom principio.
Outra boa notícia relacionada com este concurso é a revelação de que o antigo secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Vítor Barros, vai assumir o papel de “padrinho” da candidatura portomosense, a convite da Câmara Municipal de Porto de Mós.
O engenheiro Vítor Barros, “filho adoptivo” de Alvados é uma pessoa prestigiada, conhecida a nível nacional e que sabe bem aquilo que de melhor o concelho possui, por isso, não terá a mínima dificuldade em promover as Grutas de Mira de Aire e, por acréscimo, Porto de Mós.
E porque não há duas sem três, mais uma boa notícia inspirada neste concurso: a Câmara aproveitou o envio das facturas da água para convidar os munícipes a votarem nas Grutas. E além das fotos que ilustram o folheto serem de boa qualidade, a autarquia usa o verso do prospecto para divulgar as actividades nas áreas cultural e de turismo que tem agendadas para os próximos meses. A saber: Festival de Teatro Itinerante “Teatro Andarilho”, Semana Gastronómica de Porto de Mós, Vem Dançar, Tok´andar, Festival de Teatro “Teatremos” e, finalmente, as Festas de S. Pedro e as suas Marchas Populares.
Um autêntico três em um. Apela-se ao voto, promovem-se as actividades e poupa-se dinheiro ao juntar o folheto à factura da água, que com tanta cor à mistura, até custa (por enquanto) um bocadinho menos a pagar...
As outras boas notícias são a realização de vários festivais e outras iniciativas de âmbito cultural em vários pontos do concelho, nos próximos meses, isto sem esquecer as actividades previstas no feliz folheto que referi atrás.
Agora só resta esperar que o público apareça. Se não o fizer, não será, certamente, por falta de oportunidades.
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Para não voltar a “Limpar Portugal” |
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Written by Isidro Bento
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Quinta, 01 Abril 2010 |
A adesão dos portomosenses ao projecto “Limpar Portugal” é mais um bom indicador daquilo que conseguimos fazer quando as causas nos motivam e decidimos dar as mãos.
Cerca de 300 pessoas num concelho de 25 mil, certamente, que são poucas, mas se tivermos em conta os precalços de organização que este projecto sofreu a nível local e a costumeira deficiente divulgação do mesmo e dos seus nobres objectivos, pensamos que foi um número bastante significativo para uma operação preparada em tempo recorde.
Significativas foram também as quantidades de lixo recolhidas e isso só nos pode orgulhar pelo lado do trabalho desenvolvido porque se pensarmos em todo esse lixo espalhado pela nossa terra, só temos mesmo é motivos para corar de vergonha.
Como diz e bem o portomosense, Filipe Mateus, no artigo que publicamos sobre este assunto, o ideal é que estas iniciativas não se repitam porque o que interessa é alterar comportamentos e ganhar maior consciência ecológica e cívica.
Todos ficámos “encantados” com o projecto e ninguém poupou elogios à iniciativa mas a verdade é que a falta de civismo de uns não deve ser “apagada” pelo espírito voluntário de outros tal como reconheceu esta semana a organização, em comunicado: “Voltar a Limpar é um tremendo, pois vai ser o mesmo que incentivar as pessoas a sujar, que os Fantásticos irão limpar...”.
Neste aspecto, as autarquias e as outras entidades com poderes fiscalizadores têm também um papel importante a desempenhar. É muito bonito dizer-se neste dias “pomposos” que foram recolhidas toneladas e toneladas de lixo de determinada zona, mas se calhar, muitas delas, não existiriam se tivesse havido, previamente, uma fiscalização eficaz ou os eventuais prevaricadores detectados tivessem sofrido as penalizações previstas na lei.
Agora que temos a nossa terra e o nosso país mais limpos convém que as autarquias, os serviços florestais e restantes entidades tenham mais brio e empenho nesse trabalho.
Um primeiro passo será divulgar ainda melhor os números de telefone ou formas que os cidadãos têm ao seu dispõr para poderem solicitar que alguém lhe recolha os chamados “monstros”.
Muita gente não sabe (ou faz que não sabe) mas as autarquias ou as empresas que fazem a recolha de resíduos têm veículos que vão a casa das pessoas ou próximo das suas residências, buscar colchões, móveis, frigorificos e uma série de bens de grandes dimensões de que estas se queiram ver livres. Tudo isto, de forma gratuita...
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Written by Isidro Bento
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Quinta, 18 Março 2010 |
Nesta edição, o destaque principal vai, como não poderia deixar de ser, para a passagem das Grutas de Mira de Aire à fase final do concurso que pretende escolher as 7 Maravilhas Naturais de Portugal.
Seja qual for o resultado final é bastante bom para o concelho ter uma das suas maravilhas naturais entre as melhores do país e há que saber rentabilizar isso ao máximo.
Concorde-se ou não com os moldes em que decorre o concurso e a carga subjectiva resultante do sistema de voto implementado, o que interessa é que todos votem, mesmo que, eventualmente, possam considerar que o estatuto seria também justo para outras maravilhas do nosso concelho que ficaram pelo caminho ou nem sequer passaram ou integraram a primeira fase.
Apesar de algumas desconfianças iniciais, as primeiras edições deste concurso demonstraram o grande potencial deste “evento” enquanto factor de promoção de determinados espaços ou regiões, e, na minha opinião, é aí que devem incidir todas as atenções.
Votar nas Grutas de Mira de Aire e dessa forma fazer com que saia vencedora do seu grupo é, não só votar naquelas grutas especificamente, mas dar um contributo, por mínimo que seja, para a notoriedade do concelho de Porto de Mós e para se conseguir captar mais turistas à nossa terra.
“Atrás” das Grutas já estão a vir mais visitantes e esse número aumentará bastante, estou em crer, se o resultado final for aquele que todos esperamos.
Visto de outra perspectiva, o actual cenário pode também ser a alavanca que precisávamos para se encarar de vez e de frente o tão propagandeado mas nunca devidamente rentabilizado potencial turístico do concelho. O objectivo principal será chamar a atenção para as Grutas de Mira de Aire mas, obviamente convém que esse esforço obedeça a uma estratégia mais vasta e de longo prazao, de âmbito concelhio, que deverá ter a Câmara Municipal “à cabeça” mas da qual também não se podem alhear os diversos promotores turísticos bem como outros agentes económicos e culturais. À Câmara cabe muito mas não cabe tudo.
Para já, o ânimo é geral e os planos são muitos e isso é bom porque muitas vezes precisamos é de um estímulo que incentive a nossa criatividade e, acima de tudo, o nosso bairrismo.
Outra coisa boa que as “maravilhas” trouxeram foi lembrar que o potencial turístico de um concelho como o nosso não se esgota, apenas, em dois ou três empreendimentos por mais modernos ou maiores que possam ser. Felizmente, temos espaço para todos e só faz mesmo sentido que a oferta turística seja o mais diversificada possível.
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Written by Isidro Bento
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Quinta, 04 Março 2010 |
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Gosto da nova Assembleia Municipal de Porto de Mós. Depois de um mandato particularmente atribulado gosto de veros diferentes partidos a tentar entendimentos em questões de grande importância para o concelho. À nossa dimensão éimportante que exista e que se estimule este “sentido de Estado”. Asdivergências políticas e de opinião são saudáveis, mas convém que em assuntosde relevante interesse para a nossa terra, se estabeleça uma plataforma deentendimento de modo a que a Assembleia Municipal fale a uma só voz e tambémpor isso, ganhe força e seja ouvida por quem de direito. Não gosto da postura ali assumida por algumas (poucas)pessoas. A começar pelo vereador da Cultura. O senhor (por quem nutrogrande estima pessoal) não pára um minuto. Durante as sessões anda num corropioentre a mesa do executivo e o fundo da sala ou a bancada do PS. Num ou noutrolugar, resmunga, barafusta e faz todo o tipo de caretas consoante a intervençãodo momento lhe esteja a agradar ou não. É certo que o pode fazer (tal como eram legais os murros namesa do seu colega vereador, no mandato anterior), mas o lugar que ocupaaconselha a uma outra moderação. Depois do PS ter resolvido de forma exemplar ocaso dos dois ou três deputados que destabilizavam por completo a Assembleia,seria uma pena que se voltasse atrás elogo pelo mão do executivo camarário. De uma forma geral e descontando os excessos próprios dapolítica, gosto da postura pessoal do presidente de Câmara naquele órgão. Agrande excepção aconteceu nesta última sessão quando deixou, literalmente, umadeputada a falar sozinha, numa matéria em que ambos tinham sido intervenientesúnicos, e “levando consigo” dois vereadores. Em sessões que duram horas (infinitas) é perfeitamentenatural que se ausente da sala por alguns minutos mas deve assegurar que ovice-presidente o fica a substituir ou o vereador da área a que o assunto dizrespeito, o que não foi o caso. De alguns deputados também se espera alguma moderação ebom-senso. Há um tempo para discutir políticas e um outro para se saber parar,sob pena de reclamações justas e críticas acertadas levadas à exaustão, poderemcomeçar a soar (mesmo que errada e injustamente) a ajuste de contas pessoal oupolítico. |
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